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Estratégia

Há cerca de duas semanas, o presidente do Instagram, Adam Mosseri, anunciou que o app não é mais de compartilhamento de fotos. Segundo ele, a empresa está se voltando cada vez mais para o entretenimento e vídeos.

Apesar do comunicado ter chocado muitas pessoas, gerado revolta nas redes sociais, reflexões de influenciadores sobre os possíveis impactos da mudança, entre outros desdobramentos, nada disso chega a ser uma novidade. A plataforma virtual já vinha caminhando rapidamente para competir de pertinho com o TikTok.

Hoje, a rede vizinha – como é “carinhosamente” chamada no Instagram – tem mais de 1 bilhão de usuários e é uma das principais plataformas sociais do mundo. Segundo um relatório recente da empresa de análise App Annie, usuários nos EUA passaram, em média, 21,5 horas por mês no aplicativo em 2020.

Para este ano, o TikTok vem investindo em melhorias e adequações para atrair cada vez mais usuários. Recentemente, os vídeos que antes tinham até 30 segundos passaram a ter duração máxima de três minutos. O formato, semelhante ao IGTV e YouTube, já vinha sendo testado por um público restrito. Além disso, a rede quer testar um formato de CV on-line para candidatos e empresas.

Independentemente do formato e objetivo, vídeos curtos – como são os Reels ou TikTok  – ou vídeos mais longos, como no Youtube, são um caminho natural. A grande questão é que por mais que soubéssemos disso, ninguém tava realmente preparado.

Em 2017, já havia a expectativa de que em 2020 mais de 82% do trafego da internet seria de vídeos. Ou seja, mudou também o comportamento do usuário. Portanto, não é uma surpresa estarmos vivendo esta adaptação agora, não é mesmo?

O que você, como gestor e profissional de comunicação e marketing, precisa entender é que sobreviver a mais essa mudança ( e as outras tantas que virão!) faz parte do jogo virtual.

A internet muda o tempo inteiro. Naturalmente, as plataformas vão evoluindo. Primeiramente, elas começam com formatos mais restritivo. Vide o Instagram. E aos poucos, crescem e mudam! Especialmente porque as empresas de tech são empresas antes de tudo. Ou seja, elas também visam lucro. E por isso, buscam formatos inovadores e competitivos para driblar a concorrência.

Se quiser dicas, anota aí:

  • Faz sentido? Observe se fazer vídeos faz sentido pra você como empresa/marca. Ou seja, não deixe de fazer o que você acredita porque vai favorecer o algoritmo do Instagram. Entenda de que forma o SEU público, com o qual você conversa e engaja, vai responder melhor.
  • Qualidade: Conteúdo de qualidade pode ser em qualquer formato. Você precisa investir em consistência e coerência.
  • Fortaleça sua comunidade: Cada vez mais, as empresas e marcas vão precisar fortalecer comunidades. Desta forma, você não fica refém de algoritmo. A sua comunidade tem o poder de se multiplicar e garantir o seu engajamento.
  • A sua estratégia deve ser diversa: dentro de cada formato, há múltiplas possibilidades. Explore o dinamismo das plataformas. E claro, teste e experimente em vídeo – se isso fizer sentido para você.
  • Invista em dados: com cada vez mais pluralidade de formatos, é preciso ser assertivo. Uma forma de garantir isso é trabalhando com dados e insights qualificados para conhecer o seu público profundamente.

Há muitos formatos diferentes e igualmente relevantes. Cada um faz sentido para um público diferente ou momentos distintos. Os multiformatos se complementam e convivem. Afinal, estamos em um ambiente em que não há uma única solução para tudo.

Tendo clareza da multiplicidade do universo digital e da coexistência desses formatos, você pode evoluir na sua estratégia e pensar em soluções otimizadas para cada um dos formatos que optar por usar.

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